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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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SETOR DA GESTÃO DE RESÍDUOS VAI CRIAR 4.070 POSTOS DE TRABALHO ATÉ 2020

Mäyjo, 31.07.15

Sector da gestão de resíduos vai criar 4.070 postos de trabalho até 2020

O setor da gestão de resíduos e reciclagem vai aumentar o número de empregos em 22% até 2020, de acordo com um estudo da consultora ambiental 3Drivers e do Instituto Superior Técnico.

Segundo o relatório, o emprego direto subirá para os 13 mil postos de trabalho e o emprego indireto para os 5.500 empregos, tendo em conta o cenário de 2012. Atualmente, a grande parte dos empregos (84%) está relacionada com a recolha indiferenciada de resíduos urbanos, sendo que a recolha seletiva emprega cerca de 1.400 trabalhadores.

A criação indireta de empregos, em 2012, é estimada em 3.400 postos de trabalho.

O estudo avança que as actividades de gestão de resíduos urbanos tiveram um impacto económico direto de €357 milhões.

“De acordo com a análise realizada, a gestão de resíduos urbanos (RU) contribui para a economia verde, dado que a melhoria do desempenho ambiental se encontra conjugada com o crescimento da riqueza e do emprego”, explicou a Sociedade Ponto Verde (SPV), que promoveu o estudo.

A ideia para o estudo surgiu em 2012, quando a SPV lançou um projecto de investigação com o objectivo principal de avaliar os contributos directos e indirectos da gestão de resíduos de embalagens efectuada no âmbito do SIGRE aos níveis ambiental, económico e social no nosso país. Assim, a SPV pretendia quantificar o contributo da gestão de resíduos de embalagens para uma economia verde.

O estudo avaliou também os contributos da gestão de resíduos a nível ambiental e económico para o País, destacando que os objetivos projetados para 2020, através do novo Plano Estratégico para os Resíduos Urbanos (PERSU 2020), contribuirão para uma melhoria significativa nos três pilares da sustentabilidade.

Os efeitos na economia

O impacte económico directo (VAB) das atividades de gestão de RU, em 2012, foi de €357 milhões, concentrando-se essencialmente na recolha indiferenciada (55%). O circuito de reciclagem multimaterial, onde se incluem os processos de recolha selectiva e triagem e a actividade da Sociedade Ponto Verde, representa cerca de €77 milhões (22%) dos impactes diretos da gestão de resíduos urbanos.

Os impactes indirectos, que revelam o acréscimo de atividade económica nos setores fornecedores ao sector de gestão de RU, estão estimados em §€114 milhões.

Com base na proposta do PERSU 2020 – que aponta para que o sector de gestão de RU evolua no sentido de aumentar as taxas de recolha seletiva e de desviar RU de aterro com recurso a tecnologias de valorização material – os impactes económicos crescem significativamente. No que diz respeito ao VAB, o impacte económico directo global das actividades de gestão de RU aumentará 26%, para €451 milhões, enquanto o aumento no impacto indirecto é estimado em 55%.

Os efeitos no ambiente

Da avaliação realizada, constatou-se que em 7 das 11 categorias de impacte ambiental estudadas (acidificação, depleção de ozono troposférico, depleção de recursos hídricos, depleção de recursos minerais, fósseis e renováveis, emissão de partículas, eutrofização – águas doces, uso do solo) o actual sistema de gestão de RU conduz a um balanço ambiental positivo ou neutro. Nestas situações, os benefícios devido à recuperação de materiais e energia obtidos pelos processos de valorização dos resíduos, com especial enfoque na sua reciclagem (impactes evitados), são superiores, ou pelo menos idênticos, aos impactes negativos gerados pelas diversas actividades de recolha, triagem, transporte, tratamento e valorização de resíduos.

Nas restantes quatro categorias (eutrofização, alterações climáticas, formação fotoquímica de ozono), os benefícios obtidos com a valorização dos RU ainda não permitem colmatar os impactes gerados com a sua gestão, sobretudo devido à existência de uma fração ainda significativa de RU que não é valorizada.

O processo mais penalizador é sobretudo a deposição de RU em aterro, devido à elevada quantidade de resíduos que ainda são enviados diretamente para aterro e que apresentam elevado teor de materiais biodegradáveis.

Ao comparar a gestão de resíduos como um todo com a gestão de resíduos de embalagens, verifica-se que o balanço ambiental da gestão das embalagens usadas é bastante mais positivo, sobretudo devido às maiores taxas de reciclagem que se verificam para este fluxo de resíduos e consequentes benefícios ambientais obtidos ao nível do Sistema Integrado de Gestão de Resíduos de Embalagem (SIGRE) e à menor quantidade de resíduos que são encaminhados para eliminação em aterro.

Tendo em conta o cenário que está projetado para o ano 2020 para o novo PERSU, estima-se, por exemplo, que as emissões de GEE se reduzam 47%, o que se traduz na poupança da emissão de 522 mil toneladas de CO2. Este desempenho deve-se não só à redução dos quantitativos enviados para aterro, sobretudo das frações biodegradáveis, mas igualmente do aumento previsto para a reciclagem dos RU.

SE JÁ PAGAMOS A GESTÃO DE RESÍDUOS NA FATURA DA ÁGUA, PARA QUÊ SEPARAR AS EMBALAGENS?

Mäyjo, 01.05.15

Para muitos, a pergunta do título poderá não fazer sentido, mas ela é tão pertinente que a Sociedade Ponto Verde (SPV) decidiu lançar uma campanha para desmistificar a ideia de que a reciclagem causa desemprego e, na verdade, os cidadãos devem ignorar a separação das embalagens, uma vez que já pagam a gestão de resíduos na factura da água.

De acordo com a entidade, a questão é exactamente oposta. Não só a reciclagem não causa desemprego como existem mais de 2.400 empregos directos associados à gestão de resíduos de embalagens no âmbito do sistema Ponto Verde, que são responsáveis por €71 milhões do PIB.

“Não separar os resíduos de embalagem, para além de ser prejudicial para o ambiente, geraria um decréscimo do PIB e a perda destes postos de trabalho”, explica a SPV em comunicado.

Este é o terceiro mito da campanha da SPV – pode ver o primeiro e o segundo mito nos respectivos links.

OS TRABALHADORES INVISÍVEIS DAS LIXEIRAS DO BANGLADESH

Mäyjo, 19.03.15

bangladesh_SAPO

O Bangladesh é o quarto país mais poluído do mundo, segundo a Organização Mundial de Saúde, e Dhaka está na lista de metrópoles que ma contribuem para este indesejado prémio. Como país em vias de desenvolvimento, o Bangladesh não tem uma verdadeira estratégia ou política de gestão de resíduos, pelo que imagens como as que partilhamos na fotogaleria são habituais no país.

A lixeira situa-se em Matuail, Dhaka, e recebe o lixo de três milhões e meio de habitantes. Segundo o fotógrafo italiano Cristiano Ostinelli, responsável pelas fotografias, quase todo o lixo é orgânico, pelo que o cheiro é horrível. “A lixeira é quase toda composta por lixo orgânico, pelo que o cheiro é horrível, parece vómito”, esclareceu ao Daily Mail.

Como noutras lixeiras de todo o mundo, são as crianças que procuram objectos de maior valor nesta montanha de resíduos. “É pavoroso ver as crianças, vestidas com roupas rasgadas e algo inexplicável nas mãos. É o Inferno na Terra”, continuou Cristiano Ostinelli.

Os trabalhadores de Mutuail ganham o equivalente a €0,95 por dia mas, incrivelmente, são melhor remunerados que muitos outros profissionais. Hoje, depois da ajuda do Governo japonês, o local deixou de ser uma lixeira de céu aberto e existe algum controlo e até coerência no tipo de resíduo depositado. Todo este trabalho foi feito com Mutuali a receber 1500 toneladas de lixo por dia.

O trabalho mais duro do mundo?